adicionar aos favoritos | Porto Alegre/RS

04/04/2007 20:24
Jaya Radhe!
Sempre que leio, ou releio como faço repetidas vezes, os nectários ensinamentos de Srila Saccidananda Bhaktivinoda Thakur meu coração se enche de júbilo e êxtase, devido à maneira precisa com que o Thakur consegue sintetizar o siddhanta. Devido à simplicidade e beleza de seus ensinamentos, almas caídas e tolas como eu têm a oportunidade de entender um pouquinho mais sobre as verdades conclusivas dos shastras (escrituras védicas reveladas).
Tentando de todas as formas possíveis não macular esses preciosos tesouros, aos poucos irei compartilhá-los com os amigos que me honram com sua visita neste fotolog.
No Vaishnava Siddhanta Mala, livro publicado por Srila Bhaktivinoda Thakur em 1892, ele explica assim os diferentes níveis de jivas (alma ou seres):
Há dois níveis diferentes de jivas: as que vivem na realidade de suas formas eternas naturais (svarupa) e as que vivem no sonho de sua falsa designação material (upadhi), que estão identificadas como sendo o corpo grosseiro que nasce, cria subprodutos, se degenera e um dia desaparece de nossa visão.
As almas que não aceitam nenhuma outra coisa além do serviço como a sua ocupação eterna, que é natural na sua svarupa (posição constitucional verdadeira), não abandonam a transcendência para aceitarem designações materiais. A atração dessas almas por Krishna é sempre existente. Por outro lado, aquelas que consentem com a noção de egoísmo querem apenas desfrutar da sua assim chamada felicidade individual e se voltam contra Krishna. Por essa razão elas são trancafiadas no reformatório do mundo material feito por maya (a energia ilusória do Supremo).
Poderia se perguntar por que Krishna não protege as almas espirituais desse equívoco? Como resposta a essa indagação, deve-se salientar que o Senhor Krishna dá às suas almas espirituais expandidas a qualidade de independência, o livre arbítrio que permite a elas escolherem entre amá-lO ou se depararem com as ilusões egoístas. Se a alma opta por utilizar mal a sua independência, então a sua svarupa, ou a forma eterna essencial, cai para a posição da matéria inerte. Nessa condição aturdida, a alma não consegue notar a bem-aventurança de sua verdadeira independência espiritual, uma felicidade ilimitada, que é natural para uma alma feita de consciência eterna (cit)
(continua na próxima postagem)
Sri vaishnava dasanudasa
Tridandi Bhiksu Bhakti Srirupa Radhanti